Além da Sindrome do Pânico.

Descubra se a Síndrome do Pânico pode ser considerada uma porta de entrada para outras doenças.

Por Rui Maciel

A Síndrome do Pânico pode, com a sua cronificação, a partir da hora que a pessoa começa a ter crises repetidas, desencadear outras patologias, caso o paciente tenha outros sintomas como hipertensão, sintomas somáticos importantes como dores ou cefaléia. Em outras palavras, caso o paciente que tenha a Síndrome do Pânico não trate suas crises devidamente, há chances do mesmo desenvolver outras doenças, sendo que um dos quadros mais freqüentes é a depressão. “Cerca de 80% dos portadores do Transtorno do Pânico acabam por desencadear um quadro depressivo, já que a pessoa tem a sua vida social bastante limitada”, diz o psiquiatra Luís Figueira de Mello, médico-assistente do AMBAN, Ambulatório de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Agora, há a possibilidade também do aparecimento de outras doenças, quando o paciente tem outras pré-disposições. Mas isso não quer dizer que o Pânico desencadeie outras doenças”.

Para a psiquiatra Tânia Maria Alves, a limitação social que a Síndrome do Pânico gera pode ser considerada a pior “doença” de todas. Ela observa que devido a esse transtorno, 70% dos pacientes são demitidos ou pedem demissão de seus empregos, com período médio de incapacidade para o trabalho maior que dois anos e seis meses, e 50% deles são incapazes de dirigir por distância superior a 5 quilômetros de suas casas. “Os pacientes com Síndrome do Pânico utilizam mais os serviços de emergência hospitalar do que qualquer outra população psiquiátrica”, diz.

Os desgastes gerados pelo pânico

As crises desencadeadas pela Síndrome do Pânico são causadas por uma elevação da adrenalina na circulação, sendo que essa substância provoca taquicardia, elevação na pressão arterial, entre outros sintomas. No entanto, a boa notícia é que o transtorno em si não desencadeia problemas de saúde graves. Porém, a repetição dos ataques, associado à pré-disposição de outras falhas no corpo pode ocasionar problemas ao paciente.

Os desgastes produzidos pela doença podem desencadear, além das já citadas alterações da pressão arterial, sintomas como náuseas e dores no peito ou estômago que podem causar mal-estar. “À medida que a pessoa com Transtorno do Pânico se torna mais e mais preocupada com suas sensações físicas e emocionais, um círculo vicioso de ansiedade pode se criar”, diz Carolina Sigrist, psicóloga da unidade clínica da AVAPE,em São Bernardo do Campo. “Muitas vezes, o paciente portador da doença, por vergonha ou por temer outras conseqüências, não comenta seus sintomas com outras pessoas próximas, enfrentando esta experiência de maneira isolada e solitária”.

Com medo de expor sua condição de doente, o quadro pode se agravar, gerando um problema ainda maior: o suicídio. Segundo a psiquiatra Tânia Alves, embora geralmente não sejam reconhecidos pelos clínicos ou por profissionais de saúde mental, os pacientes com Síndrome do Pânico apresentam taxa de suicídio comparável àquela de pacientes com depressão maior. “Cerca de 20 a 40% dos pacientes com esse quadro relatam ter tentado suicídio e aproximadamente metade admitem pensamentos suicidas”, diz ela. “No entanto, este elevado índice de tentativa de suicídio não parece ser causado pela presença de depressão nos pacientes com o Transtorno de Pânico”, completa.

Prevenção sempre é bem-vinda

É consenso entre os especialistas que uma pessoa portadora da Síndrome do Pânico realize outros exames para se prevenir de outros tipos de doenças. No entanto, para o dr. Luís Figueira, precauções do gênero são, geralmente, feitas antes. “A pessoa quando tem um ataque de Pânico, sente um mal estar tão grande, que pensa ser portador de uma doença mais grave”, diz ele. “Os sintomas gerados por uma crise do gênero leva as pessoas a um pronto-socorro. A partir daí, elas são avaliadas e acabam vendo outras situações clínicas e, caso ela tenham alguma coisa, a enfermidade será detectada. Ou seja, ainda que sem querer, esses exames preventivos acabam sendo realizados”.

No entanto, para a psicóloga Carolina Sigrist, a prevenção contra outras doenças também pode ser feita, mesmo que o paciente já tenha conhecimento de que é portador da Síndrome do Pânico: “A realização de alguns exames pode descartar outras doenças associadas que podem produzir sintomas semelhantes como doenças cardíacas, respiratórias, alterações metabólicas ou endocrinológicas”, declara ela.

O perigo do efeito inverso

Diante da possibilidade – ainda que sujeita à determinadas pré-disposições – da Síndrome do Pânico abrir caminhos para outras doenças, surge aí o perigo do aparecimento de um efeito inverso: o fato de outras doenças desencadearem o aparecimento do transtorno. Diante disso, os especialistas entrevistados citam diversos fatores que podem fazer com que a Síndrome do Pânico venha à tona. Para Carolina Sigrist, o uso de drogas e anfetaminas (medicações para emagrecer) pode predispor o aparecimento da síndrome, bem como fatores externos. “O estresse também fica particularmente evidente em tempos de mudança, quando é preciso lidar com a inevitável perturbação que a acompanha”, diz ela “Isto depende da vulnerabilidade de uma pessoa aos acontecimentos, que com certeza pode ser o surgimento de uma doença”.Já para Tânia Maria Alves, o fator genético é que pode fazer com que isso ocorra: “Não é que uma doença predisponha à outra. Mas uma doença X pode ser o gatilho (medo) para desencadear nas pessoas já pré-disponíveis geneticamente, o Transtorno do Pânico”.

Luís Figueira de Mello corrobora que uma doença física grave pode acarretar no aparecimento da síndrome e cita ainda outros fatores: “É muito comum em mulheres, a gravidez desencadear a Síndrome do Pânico”, diz ele. “Isso não ocorre durante a gestação, mas sim no momento do parto, onde elas passam por uma situação de risco e, a partir daí, se ela tiver essa pré-disposição, é muito comum terem crises de pânico após o parto. Isso pode ocorrer também quando uma pessoa supera uma doença grave ou mesmo quando ela apresente alguma doença que apresente um certo risco”, explica.

Fonte: www.vencaopanico.com 

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81 comentários

  1. Olá,eu tenho sp á dois anos e meio,n tomo remédios e esses dias to piorando,sinto muitas dores,no braço esquerdo na perna esquerda,tudo é do lado esquerdo,tbm sinto uma dor horrivel no toraxq irradia p costa me fazendo achar q to infartando e isso me deixa desesperada,sinto naúseas,falta d ar,doi ate minhas unhas,SOCORRO!

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  2. meu nome e liliane tenho 31 anos e tambem sofro de sindrome do panico so deus sabe como eu me sinto ja tomo o lexapro a 4 meses e de nada esta adiantando sinto muito medo dor no peito sensaçao que vou enlouquecer a qualquuer momento so consigo encontrar forças em deus e nas minhas duas filhas que precisam de mim espero que um dia deus me liberte pra mim ter uma vida normal como eu tinha antes.

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  3. Oi eu também sinto tudo isso,mais foi quando tive meu terceiro filho q no dia q fui ter ele a pressao foi a 21 ai fiquei tomando remedio o medico mandou eu ir p cardiologista fui mais ñ esperei p saber o resultado.Comecei a ir na igreja ai ñ senti mais nada,agora voltou tudo de novo estou com medo,me apego em DEUS quando começo a me sentir mal,essa dores de cabeça q sinto todos os dias me enlouquecem.Só DEUS pode nós ajudar querida.

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  4. oi meu nome é jacqueline,aos meus 23 começei a tomar remedios para emagrecer,tomei bastante,certo dia tive a primeira crise de pânico,achei que iria morrer e deixar meus filhos,só que a minha pressão arterial era normal na época,achei que iria ficar louca,ia ao medico diversas vezes as vezes até de madrugada,chorava muito por que não queria morrer era só oq ue eu pensa,as vezes estava dormin do o meu coração acelerava do nada acordava apavorada,ia pra medicos nada tinha no meu coração fiz todos os exames,tinha dor fortes de cabeça,dor no peito,ansia de vomito,sensação de morte,que ia perder o controle de quem eu era,decidi ir numa igreja e as crises começaram a diminiur hoje estou com 30 anos as vezes quer me dar denovo minha pressao sobe mais resolvi mudar tomo os remedios rivoltril,e inalapril para pressão alta,mas enfim o que me acalma realmente é a presença de jesus,quando eu oro tudo passa ,tenha fé no medico dos medicos o nome dele é jesus cristo.

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  5. ola tenho 35 anos, e estou sofrendo muito com essa sindrome do panico tive a primeira crise a 1 ano e 5 meses atras minha pressao subiu fui parar no pronto socorro , corpo todo dormente, vomitando, coracao acelerado, falta de ar pra me eu estava tendo um infarte, fui atendida pelo medico ele diagnosticou crise , pediu pra procurar um psiquiatra procurei, comecei a tomar de incio sertralina e outro que me esqueci me lembro que era 3 por dia, ae nao melhorou procurei outro e me receitou citalopram e no inico foi bom tomei durante 8 meses e parei por fiquei 50 dias sem tomar so que agora tornou a voltar a sindrome e estou tomando o citalopram e nao ta fazendo efeita e a pressao ja subiu ate 16×7 nuna noite atras fiquei muito mal, queria que alguem me ajudasse se e normal com o passsar do tempo o citalopram nao fazer mais efeito no organismo pois to sentindo muito mal dormencai, furmigamento nos dedos , nao durmo a noite tenho ums sonos esquisitos quando durmo so ums 20 minutos me ajude
    com uma resposta pois fiz os exames esteira, mapa da pressao, ecocardiograma , eletro e nao tenho nada me ajude se e o remedio que nao ta fazendo efeito se tenho que trocar de remedio………..obrigada a todos que ler.

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  6. Olá!eu já tive a sindrome do panico e tomei fluoxetina e rivotril, passei muito mal mtas vezes é horrível, passei por crises e situações adversas, não desmerecendo a medicina que me tirou mta vezes da crise, mas se hoje se estou curada é por gde misericórdia de Deus, pois conheci a Jesus,Ele me curou. hoje o sirvo à 20 anos na Congregação do Brasi. Estou com a Graça de Deus.Meu end norma_degado@gmail.com fk com Deus e confia Nele amém?

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  7. Boa Tarde! meu nome é Romolo, tomei sibutramina de 15 mg por dois anos, já era um pouco ansioso, fiquei muito mais para de tomar depois de uma crise de hipertensão que tive, fui ao cardiologista disse que eu era hipertenso, comecei a tomar remedio para hipertensão e as crises continuaram durante uns 6 meses, fui a outro cardiologista fiz todos os exames, inclusive mapa, e ele disse que eu não era hipertenso mais que estava sofrendo de sindrome de panico começou a me tratar com exodus, tive uma melhora de uns 6 meses agora voltaram as crises novamente, começo a me sentir mal minha poressão sobe, meu coração acelera tenho dificuldade para respirar penso que vou morrer já não sei mais o que faço….

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  8. Ola meu nome é ana paula tenho 26 anos e a 2 anos sofro com isso , eu fiquei boa 1 ano e ha 1 mes e meio voltou tudo de novo as crises, tive que ir no cardiologista as preças pois achei que estava tendo treco o médico me disse que era apenas nervo que eu não tinha nada mas os sintomas são horriveis, acho que vou morrer a todo instante e agora a minha pressão arterial esta subindo todos os dias e isso me da muito medo, nossa eu não desejo isso nem para o meu poior inimigo, estou tentando levar a vida, procurando me controlar quando o ataque vem . pensar em algo positivo que nada vai acontecer comigo e muita fé em Deus pois eu sei que tudo isso vai passar.

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  9. me chamo aline e tambem sofro desse mau. sinto varias coisas como dor de cabeça, dormencia etcc . não tomo remedio com medo de me viciar .é muito dificil mas tenho fe q vamos nos livrar desse problema procuro relaxar ai os sintomas passam faço dança de salão , caminhada e vou entrar na academia deus e fiel um dia isso passa nao nascemos com isso temham fe em deus

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  10. Oi tive a minha primeira crise do pânico com 22 anos na época Nao tinha tratamentos adequados e tenho depressao Nao desejo essas doenças Pra ninguém So Deus sabe o que passo, tomei varios tipos de remédios vc fica escrava deles no meu caso nunca melhorei hj com 53 anos estou com o pânico e depressao Nao saio de casa sozinha fico deitada o dia todo atualmente moro no japao as vezes eu tenho vontade de morrer mas eu sempre encontro alguma forca em Deus , quem falar que depressao e síndrome do pânico tem cura eu Nao acredito quem teve a primeira crise nunca mais se livra dela quem nunca teve diz que e frescura , eu Nao desejo essa frescura p ninguém .

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  11. Olá! me chamo evelyn, tenho 25 anos e desde a minha adolescência tenho depressão. aos 18 anos eu tive minha primeira crise, fiz exames achando ser problemas cardíacos e nada. aos 23 anos eu passei a ter crises repetitivas ao ponto de ir ao pronto socorro todos os dias, daí então resolvi procurar ajuda e fui a uma psicóloga onde foi constatado que eu tinha síndrome do pânico. eu não acreditava, porem iniciei o tratamento com medicamentos controlados, mas depois de um tempo acabei parando por conta própria. Passei a me controlar sozinha, desde 2011 eu nao tomo mas remédio. é difícil o medo de morrer tomou conta da minha mente e a cada instante eu sinto alguma coisa… uma dor no peito, no braço esquerdo, falta de ar, dormência na nuca e pelo corpo também. O que mais me angústia é nao contar com a ajuda da minha família, a minha mãe diz que isso é frescura e até briga comigo quando eu digo que estou sentido alguma coisa, como se eu fosse doida.
    Ao longo desses anos eu me tornei uma pessoa fechada, tenho muita dificuldade pra fazer amizades, pra conversar, sou muito estressada e ansiosa.
    Preciso muito de ajuda porque quando vou ao dentista eu nao consigo controlar, nem mesmo tomando remédio (rivotil). quando o dentista aplica anestesia eu passo mau, tenho crises e fico apavorada achando que vou morrer. E u choro muito porque sou nova e estou perdendo os meus dentes.
    Quem quiser compartilhar experiências meu email é: evelyn.jackson@hotmail.com

    Por favor alguém me ajuda!

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