Depoimentos

Este espaço é seu, envie o seu depoimento, você não esta só neste universo do TP, compartilhe o seu momento com as outras pessoas, nesta pagina você vê que outros também tem e sabem oque você tem passado ou já passou, e muitos não podem falar sobre o assunto com seu familiares, pois as vezes eles não entendem, então compartilhe conosco.

Agradeço a todos que nos tem enviado o seu comentário e ou questionamento, por ser um espaço publico, todos entram e deixam o seu depoimento livremente, mas tenho notado que algumas pessoas usam deste espaço para postar coisas ofensivas ao proposito do blog, e até para prejudicar o acesso de outras pessoas.

Tenham um pouco de paciência, pois estou fazendo uma varredura e limpeza nele, e também logo farei algumas outras mudança.

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13.167 comentários

  1. 23 de dezembro de 2015
    EXISTE VIDA ALÉM DA DOENCA
    EXISTE VIDA ALÉM DA DOENÇA

    Acorrentados. Exatamente isso. É assim que ficamos depois de termos o diagnóstico de Síndrome do Pânico, TAG ou qualquer outro desiquilíbrio psicológico.
    Passamos a não ser nós mesmos. Daí por diante, estaremos à mercê da compreensão e paciência de amigos e familiares, atrelados a médicos, dependentes de remédios e escravos dos sintomas.
    Os amigos e a família nos passam a olhar meio de lado, cochicham pelos cantos, imaginando que estamos ficando malucos. Na iminência de sermos internados em algum sanatório psiquiátrico.
    Os médicos se refastelam com as nossas idas e vindas. Sem que nenhuma solução prática nos seja dada. A cada retorno. Um remédio novo. Um exame específico.
    E ai vamos…
    Os remédios com suas ações limitadas nos dão uma falsa sensação de cura momentânea. Para logo após nova recaída e a prescrição de outro fármaco mais potente e adequado ao nosso caso.
    E ai vamos…
    Os sintomas. Ah os sintomas.!!! Esses sim. Se tornam nossas maiores companhias. 24 horas por dia, 7 sete dias na semana, 4 semanas no mês e 12 meses no ano.
    E ai vamos…
    Agora não vivemos por nós mesmos. Ficamos dependentes de tudo e de todos.
    Nossa vida já não nos pertence. Ficamos tão entregues, que às vezes, o simples fato de atravessar a rua, ir ao mercado, etc. Uma coisa que antes era tão banal… Agora se nos afigura como a coisa mais diabólica e amedrontadora do mundo.
    Onde diabos ta a origem disso?
    No órgãos vitais não pode ser. Na maioria das vezes ta tudo OK. Coração, fígado, rins, pulmões, etc. Tudo “zerado”.
    Seria no cérebro o problema?
    Impossível também. E os inúmeros eletroencefalogramas, tomografias e até ressonâncias que não deram nada?
    E ai vamos…
    Vamos seguindo, cada dia mais dependentes das pessoas, dos médicos, dos remédios. Ficamos tão frágeis que geralmente precisamos da opinião dos outros para nos sentirmos mais seguros. Daí justifica a corrida a blogs, sites, etc em busca de um alento.
    Continuamos indo. Sem rumo, sem direção. Trôpegos, aturdidos pelo sofrimento.
    Pouco ou raras vezes, nos importamos com a nossa ALMA. Deixamos de vasculhar o nosso interior a procura da real origem das nossas mazelas.
    Por ignorância, crença religiosa ou comodismos, sei lá. Vamos nos deixando levar pelos outros. Sem termos a coragem de admitir que estamos doentes da alma. Por isso entulhamos o corpo de remédios para nos entorpecer e fugir da realidade.
    Existe vida além da doença sim. E a origem está dentro de cada um. Enquanto ficarmos buscando soluções “fora”, nunca nos curaremos.
    Um jargão religioso diz que: “ o nosso maior inimigo está dentro de nós mesmos”
    O remédio ?
    A Coragem.
    Coragem para reflexões e mergulho dentro de si afim de exterminar orgulho, inveja, ciúmes, impaciência, intolerância, ira, dependencias afetivas e emocionais, etc
    Quero ver coragem para admitir que está em nós a origem dos nossos sofrimentos.
    Poucos ainda entenderam isso.
    Por isso que ainda há entre nós “ muito sofrer e ranger de dentes”.
    Paz e Luz

    Cláudio.

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  2. TESTEMUNHO

    18 de junho de 2009, uma quinta feira, por volta das 15:00 horas. Estava no trabalho. Uma repartição pública. De repente de súbito, um calor estranho dos pés à cabeça. Suor frio, palpitação e aperto no peito. Aquilo me pegara de surpresa. Nunca tinha ficado doente. Nunca tinha sentido nada, a não ser umas gripezinhas corriqueiras. E eu que sempre me preocupava com a saúde, com idas semestrais a médicos, para as consideradas visitas de rotina e exames habituais. Agora me via ali numa situação nova. Sensação de morte iminente. Aquilo foi me agastando de tal forma que não tive outro jeito do que pedir socorro. Liguei para a esposa relatando o ocorrido. Que de imediato veio ao meu encontro. Fui levado ao Pronto Socorro. Na presença do médico, pressão alterada. Sugeriu que procurasse um cardiologista.
    Estranho estar sentindo aquilo, pois havia poucos meses me consultado e estava tudo bem.
    O certo é que aquela situação aterradora, se repetiu outras vezes. Mas confesso que fui ao Pronto Socorro mais uma ou duas vezes. Não sei onde arrumava forças para continuar trabalhando. Mas instintivamente sem saber o que realmente ocorria. Tomei a decisão de não deixar de fazer nada por conta daquilo.
    Confesso que não foi fácil. Quando as crises me pegavam durante o horário de trabalho. Saía, respirava, tomava um ar, melhorava um pouco e voltava para o meu labor.
    Inúmeras noites fui despertado no meio do sono, com a crise já em curso. Levantava. E, para não incomodar a esposa, corria para a sala.
    Inúmeras noites insones, em crises. Sentindo toda gama de sintomas, dores, tonturas, etc.
    Procurei um cardiologista. Que após os principais exames disse que era “estresse” e me orientou a procurar um psiquiatra. Confesso que relutei muito em fazê-lo. Mas acabei indo.
    Depois das perguntas de praxe ele foi taxativo:
    -“você não tem nada físico. Você está é com SÍNDROME DE PANICO.”
    Retruquei:
    -“isso mata?”
    Ele respondeu:
    – Não. Não mata. Mas você tem que tomar um remediozinho para controlar.
    Ao que questionei:
    – Posso ficar sem tomar nada?
    Ele: “uai, se você suportar os sintomas…”
    Finalizei a conversa dizendo: _” vamos fazer o seguinte. Vou tentar sem remédios. Se não conseguir. Volto. E aí o senhor me indica um remédio bom.
    E saí dali para nunca mais votar.
    Já se passaram sete anos. E nesse período li muito, ouvi muitas pessoas e cheguei a conclusão que tudo começa e termina em nós. E que se eu tivesse um pouco de força de vontade, aliada a coragem e paciência, achava que conseguiria me controlar.
    Mas ainda tinha crises e sintomas.
    Certa feita depois de um episódio de crise brava, onde parece que mais de mil sintomas resolveram me atacar ao mesmo tempo. Me veio um lampejo de loucura, misturado com coragem. Bem, não sei o que realmente aconteceu. Mas falei naquele momento, literalmente assim: “nem que eu me lasque todo. Vou encarar isso. Vamos ver onde isso vai parar.”
    Certo é que após sete anos, estou relativamente bem. Claro que sinto algumas coisas. Mas não dou moral.
    Nesse período de tempo, aprendi que o segredo dessa doença está nos pensamentos. E que, quem aprender a entender a lidar com eles, ganhará muito em qualidade de vida.
    Sempre enfrentei e enfrento os medos. Tentei absorver os sintomas, não deixando que eles me atrapalhassem muito.
    Um fato que mesmo sem saber, imagino que me ajudou e muito, foi nunca ter deixado de fazer nada. Em momento algum. As vezes só eu e Deus sabíamos como eu estava. Viagens, passeios. Tudo. Nunca deixei de fazer.
    Sem saber estava fazendo um enfrentamento, que me ajudou e ajuda até hoje.
    Quero deixar claro que isso é apenas um testemunho. Não estou incentivando a ninguém a fazer como eu fiz. Cada um haja como melhor lhe convier. Muito menos estou fazendo, inclusive nesse Blog, apologia a não busca da ajuda médica e dos remédios. Apenas relato a minha experiência. Só isso.
    Paz e Luz
    Cláudio
    síndromes planície vida.blogspot.com.br

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  3. SÍNDROME DE PÂNICO

    quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
    MUITO PRAZER

    Eu tentei…
    Juro que tentei acreditar que tudo era o meu psicológico agindo.
    Juro que tentei acreditar que minha ansiedade aumentava a medida que meus pensamentos doentios e antecipatorios, viajavam por um futuro incerto que nem tinha certeza que viria.
    Juro que tentei confrontar os medos, diluir os sintomas e ignorar as crises.
    Não foi fácil. Mas eu tentei.
    Quantas noites mal dormidas.
    Quantas crises mal compreendidas
    Quantos medos irracionais.
    Quantos? Quantos?
    Foram tantos que nem sei.
    O que sei na verdade é que os anos se passaram e eu ainda me vejo com os resquícios dessa doença.
    Juro que continuo tentando aceitar que não tenho nada no físico
    Juro que me esforço para aceitar que tudo é psicológico.
    Juro que não consigo interromper os meus pensamentos doentios e negativos. Sofro por antecipação. Não tenho controle sobre eles.
    Juro que tento. Mas não consigo sequer coordenador minha respiração, que sei que me daria um equilíbrio relativo, pelo menos nos momentos asfixiantes das crises.
    Confesso que mais do que isso, nunca fiz.
    Passo o meu tempo atormentado pelos meus pensamentos doentios e negativos, pelos medos, sintomas e dores.
    Ao primeiro sintoma, corro para internet, em busca de doenças para os meus sintomas.
    Passo muito tempo do dia, falando com pessoas que como eu sofrem deste mal.
    Mas parece que isso me faz piorar.
    Mas ainda assim insisto.
    Juro que apesar das inúmeras tentativas, não consigo aceitar e entender como o psicólogo e os pensamentos podem causar tudo isso que sinto. Prefiro continuar buscando DOENÇA no corpo.
    O medo me faz pensar assim. O medo me faz agir assim.
    Juro, não consigo encontrar uma saída.
    Muito prazer. Esse sou eu:
    O PANICOSO.
    Paz e Luz
    Cláudio.
    sindromedopanicoevida.blogspot.com.br

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  4. SÍNDROME DE PÂNICO

    domingo, 21 de maio de 2017
    A PARTE QUE ME CABE

    Vai chegar num momento que não suportarei mais tanto sofrimento;
    Vai chegar numa hora que aturdido pelos sintomas, dores e crises, vou atingir o fundo do poço;
    Vai chegar num instante que terei que decidir o que fazer de minha vida;
    Vai chegar numa ocasião que terei que refazer o caminho de volta, a fim de reassumir meu destino;
    Vai chegar numa fase que a vida me obrigará a dar uma guinada de 360° na minha existência;
    Vai chegar num período que terei que me desarmar de conceitos e pre-conceitos que até hoje nortearam minha vida;
    Vai chegar num tempo que terei que me conscientizar que DEUS já vez e está fazendo a parte dele;
    Vai chegar numa oportunidade que serei obrigado a agir e reagir por mim mesmo;
    Vai chegar a vez de eu aceitar que não tenho doença no corpo e lutar contra a doença psicológica que vergasta minha alma;
    Tomara que esse dia seja hoje.
    Tomara que esse instante seja agora.
    Tomara que eu volte a viver já.
    Paz e Luz.
    Cláudio

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  5. Gente meu nome e oziane só quero desabafar pois vcs passam por isso e m entendem, olha sinto dores enjoadas no estômago e faço exame e nada , nao tenho nada e as vezes colicas e diarréia nao sei mas pode ser pela vesícula que tirei a quase dois anos gente sabe o que e vc nao ter nada e sentir dores e enjoos no estômago e nao ser nada pois e agora esta passando as crises de dores domínio muito mas e so pensar ficar nervosa e pronto….

    Curtido por 1 pessoa

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